sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Gato



Na casa
inefavelmente
circulam olhos
de ouro
vibre (em ouro) a
volúpia
o escuro tenso
vulto do deus sutil
indecifrado

na casa
o imperecível mito
se aconchega

quente (macio) ei-lo
em nossos braços:
visitante de um tempo sacro (ou de um não tempo).

Orides Fontenela
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Lindo poema!!!Nos faz sentir a presença,o poder e a beleza felina.Aproveito para te indicar o meu poema "É Só um Gato".O gatão da foto é o Bob,da minha filha Elisa.
    http://desombrasedeluzanna-paim.blogspot.com/2009/01/s-um-gato.html
    Abraços
    P.S. Teus gatos são lindos mas o Nelson...ái,que paixão!!!

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=^o^=

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