quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Gatos


Eu tenho tanto para falar, mas hoje discorrerei sobre estas criaturinhas fofas e ronronentas que tanto amo: os gatos.

Fui criada em cidade de interior, onde a cultura sobre animais é realmente do bicho para servir. Se não serve ao homem como escravo nos serviços de guarda ou no campo, serve para dar de comer aos humanos. Bom, e se nem para isso “serve”, deve-se caçar esses indivíduos ou simplesmente eliminar.

Traduzindo: gatos não serviam para nada, nem para comer, só para trazer doenças. As pessoas achavam engraçado ver um gato fugindo com uma bombinha amarrada no rabo. Ou outras atrocidades que de onde venho é comum de se ver. E mais horripilante, vindo de criança e jovens que escutam e assimilam isso em seus lares.

Isto posto, cresci sem ter tido nenhum felino. Apenas cães, coelhos, tartarugas e até um pato. Mas nunca um gato. Tinha inclusive, uma certa resistência aos bichanos.

Aqui dou um salto para minha vida adulta, com minha casa, meu emprego e minha pequena família.

Em meados de 2005, já que me separei e fiquei morando com a minha filha humana apenas, resolvi que poderíamos ter um animal. Cachorros são muito dependentes. Adoro, mas não poderia dar um lar digno para um. Bichinhos engaiolados, nem pensar! Um gato? Mas um gato fará a Rafaela, que tem uma saúde respiratória frágil ficar pior? Será? Será? Li muito, conversei com gateiros, com veterinário, com pessoas que conviviam e resolvi tentar.

Fui visitar os bichinhos logo que nasceram, na casa de uma amiga minha. A mamãe, uma SRD branquinha chamado Hello, de seis meses apenas, entrou no cio super cedo e o Kitto, pai, não perdeu tempo. Lá estava aquela família feliz de pai, mãe e três maninhos: Nelson, Abelha e Polly. A Rafaela enlouqueceu e resolvemos que o Nelson sozinho ia ficar chateado. Pegamos Abelha também.

Mais um salto para hoje.

Não vivo sem meus bichanos: Nélson, Alemoa e Bartolomeu. Compreendo as pessoas que não querem bichos, pois cada um tem sua contingência. Mas enlouqueço quando colocam seus dedos pontudos no meu nariz e dizem que sou louca. Eu sou MUITO normal. Anormal é aquele que amarra um cachorro num carro e o arrasta rua afora, ou aquele que incendeia uma ninhada de gatinhos bebês, ou aquele que usa um boi num rodeio... esses sim são seres doentes e que, me desculpem os espíritas e religiosos, não merecem nem um pingo do meu respeito.

Por conta dos gatos, conheci pessoas muito especiais, que têm gostos parecidos com os meus e que hoje fazem parte do meu dia-a-dia.

Espero que eu consiga transmitir à minha filha Rafaela o respeito que devemos ter com todos os animais e com nossa mãe terra!!!!

Se isso acontecer, posso me considerar uma vencedora!

Beijos e até gente!
Comentários
4 Comentários

4 comentários:

  1. Amiga, vc está no caminho certo e tenho ceteza que Rafaela vai acompanhar seus passos. Somos loucas sim, MAS SOMOS FELIZES!
    bjs
    Sheila Moraes

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  2. Eu tenho uma ex cunhada, do Paraná, que falava que gato é bicho inútil... Como se todos os humanos fossem muito úteis! Marília, você tem uma família linda, humana e felina!

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  3. Marília,
    Quem é a Abelha? O q aconteceu com ela? Desculpa a minha ignorancia sobre a historia dos seu filhinhos...
    Beijo meus e lambeijos da Serena.
    Flávia

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  4. Amigaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,

    Amei seu post! Lindo, lindo!! Vendo seu blog deu até uma pontinha de vontade de reativar o meu... mas acho que não farei... acabarei abandonando novamente... rs

    Te amo mto, vc, seus filhos peludos e a linda Rafaela!!!

    Beijinhos
    Tati

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=^o^=

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