quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ameaças domésticas

Ameaças domésticas
É possível uma casa a prova de acidentes? Conheça o ABC ARCA Brasil para evitar transtornos com os peludos.


Lady, uma yorkishire de 10 anos, encontrou uma embalagem de anti-pulgas enquanto passeava por sua casa. Curiosa, começou a mordiscá-lo até que o furou e derrubou seu conteúdo no chão. Sem-querer, ela sujou as patas com a substância e ao usar a língua para se limpar, foi vítima de grave intoxicação. O remédio, feito para ser aplicado na pele, pode ser fatal se ingerido. A pequena Lady, infelizmente, não resistiu, apesar dos proprietários terem corrido com a cadela para o veterinário.

A maioria dos bichos de estimação não conta com assistência em tempo integral para salvaguardá-los dos acidentes domésticos. Por outro lado, histórias tristes podem ser evitadas com medidas simples por parte dos proprietários.

Fios de alta tensão e chocolates

"Contaminação por produtos para matar parasitas e venenos contra ratos (o famoso chumbinho) estão entre os principais acidentes que envolvem animais no dia-a-dia", explica Hyppolita Isensee, Veterinária Solidária de Ribeirão Pires, SP, que atendeu Lady.

Além dos envenenamentos, os perigos dentro de casa incluem os fios elétricos, que causam choques ao serem roídos, até o chocolate, que contém substâncias tóxicas para os cães e é letal se ingerido em grande quantidade. De acordo com Hyppolita, são também comuns os atendimentos de gatos que sofrem quedas de janelas de apartamento ou ainda animais que são atropelados ao escaparem de suas residências.

A médica também lembra que entulhos e madeira acumulada podem atrair escorpiões e outros animais peçonhentos. Alfredo Dallari, Veterinário Solidário de Serra Negra, SP lembra que é preciso atenção especial com os filhotes: "É freqüente a ingestão de pequenos objetos, como brinquedos, pontas de chupetas, entre outros, cuja retirada só é possível por cirurgia", salienta.

ABC contra os acidentes domésticos
Para evitar esses acidentes – muitas vezes fruto do descaso e não do acaso –, a ARCA Brasil preparou uma lista detalhada para tornar o seu lar um local seguro para os amigos de quatro patas. Confira a seguir:

Animais peçonhentos –
Não junte entulho no ambiente em que o animal vive ou próximo a ele. Deixar ralos tampados e fechar buracos no muro também podem evitar visitas nada bem-vindas.

Botijão de gás –
Não deixe seu bicho ter acesso à mangueira do botijão de gás. Se ela for perfurada, pode colocar a vida de todos ao redor em perigo. Uma saída pode ser cobrir o botijão e a mangueira com um pano para que fiquem invisíveis e difíceis de alcançar.

Brigas –
Manter separados os animais que demonstram antipatia entre si. Uma briga tremenda pode acontecer quando você não estiver por perto e eles se machucarem feio.

Crianças -
Nunca deixar cães e gatos sozinhos na companhia de crianças menores de 6 anos, ou que não foram devidamente orientadas. O mesmo com relação àquelas que já tenham demonstrado atitudes suspeitas ou invasiva para com os animais.

Chocolates – Nunca dê chocolate ao seu cão e fique de olhos bem abertos na Páscoa. Basta um pouco desse alimento para fazer com que o peludo passe muito mal. Cuidado especial com as crianças, que têm mania de dividir o que estão comendo com o amiguinho de quatro patas.

Doenças –
Dependendo de como conservamos o ambiente, podemos atrair transmissores de doenças como pulgas (DAPP), carrapatos (Babesia) e mosquitos (Leishmaniose). Recomenda-se o uso de imunização e repelentes, além de higienização do local onde o peludo vive (consulte o veterinário).

Eletricidade –
Nada de fios de alta tensão em locais freqüentados pelos nossos curiosos amiguinhos.

Escadas, janelas e lages –
O acesso a essas áreas deve ser restringido. No caso dos gatos, deve-se instalar telas em todas as janelas. Um pequeno portão ou grade nas escadas pode evitar as temíveis quedas.

Fuga (muros e portões) –
Nunca deixe o seu animal ir à rua sozinho. Ele corre o risco de ser atropelado, de se envolver em brigas, de sofrer maus-tratos ou, ainda, pode ser envenenado.

Garagem – Se você cria o seu companheiro no mesmo espaço em que guarda o automóvel, lembre-se sempre de prender o seu amigo quando for entrar e sair com o carro. Isto previne fugas, atropelamentos e que ele encoste no escapamento quente. Mas não vá se esquecer de desamarrá-lo depois! Ninguém merece ficar preso por mais de cinco minutos.

Lixo -
Acondicionar o lixo adequadamente, tornando-o inacessível ao animal. Bandejas da seção de carnes de supermercados são especialmente tentadoras e muito perigosas quando ingeridas pelos bichos.

Passeios –
Fundamentais para os cães, mas somente com guia, coleira e conduzidos por quem possa conter o animal.

Portas – Portas que batem com o vento podem causar sérios acidentes. Mantenha as mais perigosas sempre fechadas, utilize peso de portas ou instale uma dobradiça especial.

Plantas –
Nunca deixar plantas tóxicas que possam ser ingeridas (um risco também para as crianças!). As mais comuns e que devem ser evitadas são a Comigo-ninguém-pode e a Lantana (confira a imagem). Consulte seu veterinário para descobrir outros perigos botânicos.


Lantana...

...e Comigo-ninguém-pode, manter bichos e crianças longe.

Pratos, objetos decorativos e vidros – Gatos são exímios escaladores, não deixe nada quebrável nas alturas. Você pode perder sua porcelana favorita e seu bichano sair machucado.

Remédios e produtos químicos –
Remédios, shampoos, perfumes e pastas de dente nunca devem ser deixados em locais onde os animais tem acesso. Na imaginação dos peludos, tudo vira brinquedo, eles podem perfurar as embalagens e consumir seu conteúdo. Para higienizar os locais de convivência do animal, devem ser usados produtos específicos não ofensivos. Lembre-se que o olfato do cão é oito vezes mais apurado que o do homem.

Objetos pequenos –
Pregadores, escovas de dente, bolinhas e até a piaçava da vassoura. Nunca deixe nada que possa ser engolido pelo cão ou gato nos locais onde eles têm acesso. Esses objetos podem causar sufocamento e levar à extação por via cirúrgica.

Venenos -
Nunca deixe ratoeira ou veneno nos locais onde seu animal possa ter acesso (mesmo que seja raro ele estar por ali). Meio segundo de descuido e o nosso amigo pode sofrer sérias conseqüências. Acondicione corretamente o lixo e os alimentos e deixe o trabalho de manter os ratos longe para os nossos colegas cães e gatos. Cuidado também com descupinizadores, formicidas e dedetizações em geral.

Perigos regionais e outros
No consultório de José Alfredo Dallari, em Serra Negra, SP, são comuns acidentes com anzóis: "o 'pescador' guarda a vara desprotegida, muitas vezes ainda com a isca, e o gato acaba sendo fisgado. Precisa de sedação e em alguns casos até cirurgia para a retirada", conta. O médico avisa que nunca se deve tentar retirar o anzol, pois o felino pode morrer em conseqüência das lesões.

Entre os cães, são freqüentes os acidentes com ouriços, os famosos porcos-espinhos. "Eles não atacam e nem lançam seus espinhos, mas no momento do contato, devido a ponta fina e as serrilhas, as hastes penetram na pele do cão, causando reações inflamatórias. Algumas graves podem até levar à morte, dependendo da quantidade e localização dos espinhos". Nos dois casos, deve-se agir com calma, evitar que o animal fuja assustado ou tente remover os objetos estranhos com a pata. E correr para o veterinário (no caso do anzol, deve-se encurtar o fio de nylon cortando-o, para não haver o risco de enrroscar em algum lugar).

Primeiros socorros
Na maioria dos casos de emergência, a melhor saída é ida imediata ao médico veterinário. No caso das mordeduras (durante brigas, por exemplo), mesmo que o ferimento seja muito pequeno, as bactérias se espalham rapidamente, colocando o bicho em risco. Se houverem convulsões, é preciso colocá-lo sobre uma superfície rigida e manter sua cabeça elevada durante o transporte. Se o cão ou gato estiver sentindo muita dor, talvez seja necessário uma mordaça de pano para que ele não morda o próprio dono durante o desespero.

Mantenha sempre o telefone do veterinário de sua confiança próximo a você. Em alguns casos o socorro deve ser imediato e o profissional poderá orientá-lo à distância. Calma e prontidão são fundamentais para que a situação seja resolvida da melhor forma possível.

Mas para evitar ao máximo passar por uma situação como essa, siga o ABC da ARCA e mantenha a sua casa fora de perigo!


http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0811_acidentes_demesticos.html
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