quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Crenças

Uma vez, no auge de uma crise perturbadora, precisando muito de apoio, escutei na fila de entrada do Centro Espírita que freqüentava, de uma pessoa anônima:
"-É, a gente procura o apoio do Centro só quando as coisas vão mal. Quando estamos bem, esquecemos o caminho daqui!". Apesar da pessoa parecer bem humilde, quanta sabedoria traduzia em suas palavras!
O ser humano sempre pede, para Deus, para Alá, para o Papai Noel, para o Coelhinho da Páscoa, perpetuando geração após geração a síndorme de coitadinhos! Ou pior, a política da troca: prometo isso se ganhar aquilo, prometo ser bonzinho para ganhar o presente de Natal, e a coisa vai sendo propagada.
Hoje sou agnóstica. Acredito em algo, não sei o que é, mas é um ser maior que nos dirige. Comanda nossos destinos e às vezes creio que faça joguetes. Daí acontecem as coincidências, os infortúnios, as coisas inexplicáveis.
Eu realmente deixei de acreditar em algumas coisas. Não perdi totalmente a fé pois acredito na minha força interior, mas estou descrente de muitas verdades em que me baseava. Não consigo sentir compaixão pelos seres humanos, mais do que sinto pelos animais. Prefiro ajudar um bichinho do que uma pessoa, porque sei que o animal não vai pisar em mim se puder.
Desculpem o amargor de minhas palavras, mas isso traduz toda a minha situação interior no momento: vazia, oca, pálida e doente!
Se Deus existe realmente Ele zela por mim, me ajuda a criar minha filha, meus animais que dependem de mim e me mostrará Sua presença!
Bye.
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